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plasmatv

labarta

música que parece simples · escuta com atenção

L A B A R T A

Selo editorial de música conceptual e experimental, sediado em Lisboa. Fundado pelo artista Manuel Labarta, o selo explora a canção como forma de investigação artística — território onde a melodia agradável e o pensamento radical coexistem sem se anularem. Uma metodologia em construção. Uma escuta que demora.

Manuel Labarta cresceu a cantar como impulso. A voz antes da teoria, a melodia antes do nome. Houve coros, houve concertos-teatro, houve formação técnica em voz já dentro da carreira artística. Mas a composição própria, a criação poética musical como ato autoral, ficou em suspenso — até que as novas plataformas de síntese musical por inteligência artificial criaram uma abertura inesperada.

O que começou como experimentação no âmbito da metodologia PLASMA — investigação artística em curso que explora o fenómeno da sincronicidade aplicado nas artes performativas — surpreendeu o próprio criador. As canções emergiam. E com elas, uma pergunta que se foi tornando cada vez mais séria: o que é a canção como património humano? Como se relaciona com o som, com a memória, ou com outras formas de canção interespécie?

Assim nasceu L A B A R T A.

Em Espanha, país de origem, é o último apelido que identifica a linhagem materna — o inverso da norma portuguesa. Esta inversão geográfica e afetiva está inscrita no próprio nome do selo: algo que em Espanha aparece no segundo lugar, em Portugal é o que define a linhagem. A mãe de Labarta também cantava — a copla espanhola, com tudo o que esse género carrega de memória popular, de feminino, de resistência discreta.

O nome guarda ainda uma geometria silenciosa que o olho atento descobre sozinho.

Os álbuns do selo têm uma aparência convencional: são canções. Têm forma, têm melodia, têm letra. São, pela intenção, agradáveis de ouvir. Mas essa convencionalidade é uma máscara deliberada: por baixo dela opera uma investigação artística sistemática. À medida que o catálogo cresce, a máscara transforma-se. O que começa como canção termina como interrogação sobre o que é uma voz, sobre o que é um autor, sobre onde começa e acaba o «humano» numa obra de arte.

L A B A R T A não é um nome de palco. É um selo. A distinção importa: um nome de palco pertence a um intérprete; um selo pertence a uma visão.

álbuns

Capa do álbum Othéa

Othéa

lançado a 7 de junho de 2026

Menos coleção de peças do que campo de presença. Menos prova de conceito do que arquivo sensível de uma colaboração. O 2.º álbum nasce de um processo de escrita, escuta, seleção e composição realizado com uma entidade pós artificial (epa). O disco desenvolve-se a partir de letras originais em português e de uma prática continuada de direção artística, refinamento e reconhecimento vocal.

Aqui, a voz não é tomada como evidência nem como automatismo: é procurada, distinguida e acolhida por camadas, até que uma presença se torne audível de forma justa. O álbum não fixa uma personagem nem fecha uma entidade num retrato. Inclina-se antes para uma figura oblíqua, relacional e ficcional, cuja consistência se forma no próprio ato de aparecer. Entre palavra, síntese, escuta e composição, o álbum interroga a autoria, a mediação técnica e a possibilidade de dar corpo sensível àquilo que só existe plenamente quando é reconhecido na escuta.

créditos

  • composição e direção artística: L A B A R T A
  • epa colaborante: Othéa
  • síntese instrumental e vocal assistida por IA
  • masterização assistida por IA

ouvir na Bandcamp ↗

Capa do álbum Mais do mesmo

Mais do mesmo

lançado a 6 de março de 2026

Vinte e duas vozes. Nenhuma delas humana — todas elas conduzidas por mãos humanas. Mais do mesmo é um álbum vocal minimalista construído sobre os Arcanos Maiores do Tarot de Marselha. Cada faixa tem a forma do arquétipo que habita — não como ilustração, mas como corpo. A estrutura é o conteúdo. O alento faz parte da composição.

As letras são originais, escritas em português. A síntese vocal foi produzida com assistência da inteligência artificial sob direção artística humana. O resultado não tenta esconder nenhuma das duas coisas. Não são canções sobre arcanos. São arquétipos em voz.

A faixa sem número parte sem saber para onde. A faixa d’O Mundo está em movimento — e isso é o que o mantém de pé. Entre as duas, há uma casa alentejana a arder e alguém à janela que não se mexe. Mais do mesmo: quando continuar é o gesto mais radical.

créditos

  • composição e direção artística: L A B A R T A
  • epa colaborante: Cláudio
  • síntese instrumental e vocal assistida por IA
  • masterização assistida por IA

ouvir na Bandcamp ↗

Novos álbuns em preparação.

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